História

A História da Sociedade Brasileira De Geoquímica

A Sociedade Brasileira de Geoquímica - SGBq hoje é uma realidade no cenário nacional brasileiro e completará 20 anos em 28 de novembro de 2005. Fruto de ideais, a origem da SBGq lembra uma época de pioneirismo e sonhos. É o resultado do trabalho de muitos profissionais e principalmente daqueles que acreditarem ser possível a existência de uma sociedade científica numa época em que a nação passava por grandes instabilidades políticas e administrativas. A historia da Sociedade Brasileira de Geoquímica - SBGq, funde-se com a historia da geoquímica no Brasil.

Eleita pela diretoria que tomou posse em 2004 para relatar o histórico da sociedade, a Comissão para o Levantamento do Histórico da SBGq, traz aos colegas, com grande entusiasmo, parte do grande acervo de documentos, fotos, correspondências que foram coligidos no sentido de propiciar, principalmente aos novos associados, o conhecimento dos acontecimentos que culminaram com a criação da SBGq.

Aos que agora ingressam na SBGq, aproveitando o momento atual de olimpíadas, gostaríamos de lembrá-los que o bastão desta corrida de revezamento será entregue a vocês e que nós, alguns dentre muitos pioneiros que acreditaram nesta sociedade, desejamos muito sucesso no aperfeiçoamento desta instituição chamada Sociedade Brasileira de Geoquímica.

 

Cordialmente

Carlos Siqueira Bandeira de Mello
Hubert Mathias Roeser
Cláudio Vieira Dutra

 

Conheça a Nossa História

A História da SBGq foi escrita por Carlos Siqueira Bandeira de Mello e está dividida nos seguintes links abaixo:

  • Os Primórdios

  • A Criação da SBGq

  • A Criação da ALAGO

  • A Primeira Diretoria

  • A Expansão da Sociedade

  • Bibliografia

Os Primórdios

História da Criação da Sociedade Brasileira de Geoquímica -- SBGq

Os registros mais antigos que se tem a respeito da utilização da geoquímica no Brasil ocorreram em Minas Gerais, estado tradicionalmente voltado para as atividades mineiras. No final do século dezenove, ou mais precisamente no período de 1881 a 1885 o pioneiro Henri Gorceix (figura 1) realizou no laboratório da Escola de Minas em Ouro Preto (figura 2), análises completas de rochas e terras raras para complementar seus estudos em petrologia e mineralogia (Oliveira, 1897). Eram análises de minerais e metais nobres pelo processo de copelação ou fire assay. Ao que tudo indica o citado laboratório sobreviveu até a década de 30(Dutra, 2002).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em 1935 o mundo foi contemplado com os trabalhos referentes à distribuição dos elementos na crosta terrestre efetuado pelo cientista alemão Viktor M. Goldschimidt, chamado "pai da geoquímica moderna" (figura 3). Poucos anos depois, no final da década de 30, ou mais precisamente em 1938, o pesquisador brasileiro Djalma Guimarães (figura 4), que lia com desenvoltura o alemão e acompanhando de perto dos trabalhos de Goldschimidt, iniciou suas pesquisas com minerais raros, pegmatitos, bem como elementos raros utilizando espectrografia de emissão óptica. As analises eram efetuadas no Serviço Estadual da Produção Mineral da Secretaria de Agricultura de Minas Gerais - SPM, que possuía um laboratório especializado e completo e contava com uma plêiade de cientistas de Ouro Preto e alemães onde se destacam Alfred Schaeffer e Otto Roche. Foi neste laboratório que Caio Pandiá, irmão de Djalma Guimarães descobriu um novo mineral, que era uma variedade de microlita e batiza-o de Djalmita.

No inicio dos anos 40, movidos pelo chamado "esforço de guerra", de dos incentivos do projeto Manhattam patrocinado pelo governo dos Estados Unidos, grande parte das pesquisas direcionaram-se para o desenvolvimento nuclear. Vários cientistas no mundo se empenhavam na pesquisa de minerais de metais de alta tecnologia a exemplo do urânio, tório, nióbio, tântalo, zircônio, terras raras e outros. Em 1941, o SPM iniciou um estudo analítico sistemático das águas minerais e radioativas de Minas Gerais (Dutra, 2001).

Em 1952 ocorre em Araxá, MG à primeira campanha de prospecção geoquímica que se tem noticia no Brasil. Foram coletadas milhares de amostras geoquímicas orientadas por contador geigers e por aerocintilometria. As analises foram feitas por varredura multielementar por espectrografia óptica de emissão no Instituto de Tecnologia Industrial ITI de Minas Gerais. Através destas análises foram detectadas anomalias de bário, estrôncio, nióbio, terras raras, tório, e fósforo. Neste trabalho foi analisado também urânio através de fluorimetria (Dutra, 1958). No final da década de cinqüenta, dentro de um programa do U. S. Geological Survey foram realizados estudos geoquímicos do Quadrilátero Ferríferro por Norman Herz e Cláudio Dutra (Herz &Dutra, 1958).

Apesar dos citados avanços brasileiros na análise de minerais, foi na década de 60 que a geoquímica brasileira recebeu um incremento maior a nível nacional. Nos anos de 1960 a 1961 foi montado o laboratório de geoquímica da Universidade da Bahia através o Departamento Nacional da Produção Mineral - DNPM, em colaboração com o serviço geológico dos Estados Unidos - USGS. Teve um destaque especial nesta ocasião o geoquímico Richard W. Lewis Jr tanto na organização como no treinamento de pessoal especializado.

No período de 1961 a 1965 ocorreu o primeiro estudo sistemático de um caso de geoquímica no Brasil por estudantes brasileiros, a saber: a área cuprífera da bacia hidrográfica do rio Curaçá no estado da Bahia. Esta região era particularmente interessante, pois por suas características de clima semi-árido apresentava uma camada relativamente delgada de solos (Bandeira &Carvalho, 1973), o que facilitou, sobremaneira, os estudos de detalhamentos. Os resultados mostraram de forma animadora as grandes possibilidades da geoquímica como ferramenta de prospecção mineral.

Em 1965 o DNPM lançou o Plano Mestre Decenal que trouxe um grande impulso no setor mineral.

O primeiro encontro oficial de geoquímicos brasileiros que se tem registro, ocorreu no ano de 1968, na Escola de Ouro Preto, onde foi realizado o Simpósio de Geoquímica através da fundação Fullbritht dos Estados Unidos. Na realidade o encontro foi um intercambio de idéias e um preâmbulo da sociedade que depois iria se formar (Dutra, 1981). Para esses entusiasmados professores de universidades e demais pesquisadores que participavam do encontro, as idéias discorriam a respeito da valiosa colaboração que a geoquímica vinha prestando às demais ciências da Terra. Isso poderia significar que ao nível de Brasil haveria a probabilidade de complementar e consolidar os preciosos estudos geológicos e petrográficos até então realizados em território nacional. Neste período histórico já se estava conseguindo trabalhar com equipamentos analíticos sofisticados e, tudo indicava, que seriam obtidos limites de detecção cada vez mais baixos para a maioria dos elementos menores e, deste modo, abriram perspectivas de aquisição de conhecimentos até então inalcançados pela tecnologia química convencional. A geoquímica surgia, portanto, como uma esperança excitante aos acadêmicos daquela época.

Por outro lado, para aqueles ligados à pesquisa mineral, os exemplos das descobertas cientificas feitas através de programas geoquímicos russos e canadense eram noticias animadoras, uma vez que através da ferramenta geoquímica tornava-se possível indiciar mineralizações contidas nos substrato geológico daqueles paises cobertos por espessas camadas de neve, e grandes lagos. A geoquímica investigando traços de elementos, juntamente com a geofísica, já há algum tempo estavam sendo aceitas como principais ferramentas indiretas de prospecção nos paises do hemisfério norte.

O interesse pela geoquímica de exploração tornou-se crescente e os primeiros geoquímicos brasileiros animados com os casos históricos de jazidas minerais, passaram a vislumbrar a geoquímica com grandes esperanças uma vez que, à exceção da região nordeste, a maior parte da nação era recoberta por grandes espessuras de solos onde a ferramenta geoquímica poderia indiciar anomalias em solos e sedimentos de corrente. Considerando os elevados custos das sondagens e da geofísica, a geoquímica passou a ser encarada como uma ferramenta relativamente barata para ajudar a desvendar as tão sonhadas jazidas minerais existentes no subsolo. A geofísica e a sondagem passaram a ser mais empregadas em trabalhos de detalhamento. Apesar das aludidas vantagens, o emprego da geoquímica era um pouco restrita, pois uma boa parte das amostras coletadas ainda eram analisadas no exterior.

Ao mesmo tempo em que eram feitos os levantamentos surgiam questionamentos principalmente aqueles referentes às particularidades de uma geoquímica voltada às peculiaridades de um pais tropical pois, afinal, a maior parte dos conhecimentos, havia sido obtidos em paises frios e temperados. As universidades brasileiras, que já vinham efetuando importantes estudos em vários ramos da geoquímica, não somente responderam de forma eficiente a esse apelo, como também desenvolveram metodologias próprias que foram logo absorvidas pelos prospectores e outros geocientistas interessados nas técnicas.

Apesar dos avanços da década de 60 a grande alavancagem ocorreu na década seguinte, a saber: a de 70, onde a geoquímica viveu um período áureo. Dentre os principais eventos ocorridos, cita-se: A implantação do primeiro curso de mestrado em geoquímica na Universidade da Bahia com o apoio de diversos órgãos federais. Neste período apareceram também muitos trabalhos de geoquímica editados pelas universidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, e Pará.

O surgimento de importantes laboratórios para atender a demanda analítica. Neste particular exerceu um papel importante o Laboratório de Análises Minerais - LAMIN criado em 1972 na CPRM, através da fusão de laboratórios de química, petrografia e mineralogia que antes pertenciam ao Departamento Nacional da Produção Mineral - DNPM (CPRM, 2002) - figura 5. Dentre os laboratórios particulares destacam-se a Geologia e Sondagens S.A - Geosol, a Sociétè General de Surveillance - SGS e a Geoquímica empresa pertencente a um dos importantes pioneiros da geoquímica que fixou residência no Brasil, o Dr. Richard Weatheley Lewis, popularmente conhecido como Dick Lewis. Importantes processos de extrações químicas, incluindo as extrações seletivas, divulgação de processos de adsorção de argilas foram exaustivamente estudados nas universidades e laboratórios.

Utilização sistemática da geoquímica de exploração por grandes empresas estatais quase sempre acompanhado por mapeamentos regionais e de semi-detalhamento, a exemplo da Companhia de Pesquisas e Recursos Minerais - CPRM, Empresas Nucleares Brasileiras - NuclebrÁs, Rio Doce Geologia - DOCEGEO e a Petrobras Mineração - PETROMISA. Além destas, surgiram também empresas estaduais como Companhia Baiana de Pesquisas Minerais - CBPM, Metais de Goiás S.A. - METAGO, Metais de Minas Gerais S.A. - METAMIG, Minerais do Paraná - Mineropar S.A., etc. Junto a estas outras empresas particulares e multinacionais também investiam no setor de geoquímica.

Desenvolvimento de programas de computação voltados ao atendimento de grandes bancos de dados geoquímicos. Foi marcante a atuação da CPRM, na criação do Sistema Estatístico de Amostragem Geoquímica - SEAG com modelo de ficha geoquímica e gravação em fita magnética de computador de grande porte. Dentre os pioneiros do sistema SEAG os geólogos Dick Lewis e Carlos A. G. da Vinha tiveram atuação importante. Este sistema serviu de modelo para as grandes empresas de prospecção geoquímica que atuaram no território nacional (Bruni, 1982).

Utilização da geoquímica na busca de campos petrolíferos. A semelhança da geoquímica que se ocupava na busca de substancias inorgânicas, surgia nesta década o Centro de Pesquisas da Petrobras - CENPES (figura 6), através da divisão de geoquímica uma equipe de pioneiros das quais destacam-se Justo Camejo, René Rodrigues, Luiz P. Quadros, Nelson Babinsky, Paulo C. Gaglianone e Aimar S. Santos (figura 7). Um pouco depois destes chegaram os geólogos Luiz A. Trindade, Eugenio V. S. Neto, Marcio Mello, José R. Cerqueira e outros que muito contribuíram para a descoberta de novos campos e avaliação de reservatórios. Um número expressivo de laboratórios geoquímicos especializados na área de petróleo e de tecnologia de ponta foi posta a disposição dos pesquisadores.

Necessidade de criação de um grupo de cientistas voltados para a geoquímica. Foi neste cenário dinâmico e em meio de uma torrente de informações da década de 70 que surgiu a necessidade de organização de um grupo de cientistas voltado para as atividades de geoquímica, tanto a nível exploracionista como acadêmico. Em outras palavras: se por um lado podiam-se obter melhores conhecimentos a respeito dos meios amostrados e da química dos elementos, além de se identificar mineralizações importantes a partir de anomalias geoquímicas, por outro lado, passou-se a sentir a necessidade de um fórum onde se pudesse expor e discutir o grande número de dados geoquímicos coletados num espaço de tempo relativamente curto. Somente através de uma sociedade seria possível obter o real entendimento dos fenômenos envolvidos e de técnicas até então restritas a paises de clima frio e temperado. Na realidade a sociedade foi precedida por uma comissão técnica que atuou durante sete anos até que se alcançasse à maturidade de uma sociedade fosse definitivamente aceita e implantada. Constituição de uma comissão técnico-cientifífica. No final da década de 70, ou seja: em 1978 em Recife, por ocasião do XXX Congresso Brasileiro de Geologia criou-se a Comissão Técnica Científica de Geologia - CTCGq que, muito embora ainda não desfrutasse do status de sociedade, era o evento onde se apresentavam trabalhos da área de geoquímica em que havia forte participação em fóruns e estudos específicos. O geólogo Dorival Bruni ficou provisoriamente como presidente tendo o geoquímico Erasmo como secretário executivo (Bruni comunicação verbal).

O I Simpósio Brasileiro de Geoquímica da CTCGq, foi realizado no balneário de Camboriú- SC, em outubro de 1980, junto com o XXXI Congresso Brasileiro de Geologia (figura 8). Um grande volume de informações e participações ocorreu neste simpósio. Nesta ocasião foi formalmente eleita a diretoria executiva da CTCGq para o biênio 1981 - 1982, assim constituída:

  • Presidente: Dorival C. Bruni;

  • Vice-Presidente: José D. Alecrim;

  • Secretário Técnico: Luis Carlos Buriti;

  • Tesoureiro: Mauro Marchetto;

  • Diretor de Publicações: Carlos S. Bandeira de Mello.

 

Procurando atuar de forma a cobrir todo território nacional foram ainda escolhidos representantes regionais de 18 estados. A equipe, em ordem alfabética, era formada por Ajuricaba Monte, Carlos Cavalcanti, Dirceu Macedo, Frederico Campelo, Germano Melo, Joaquim Goulart, José D. Alecrim, José Erasmo, Mauricio Ramos, Mauro Marchetto, Olavo Caramori, Otávio B. Licht, Raymundo Brim, Rosa Cotrim, Sérgio Frizzo, Sergio Romanini, Valdomir Andrade, Wilson Pinho e Winston Addas, (Informativo Geoquímico - 1982). Outros 62 colegas foram eleitos como representantes setoriais. A CTCGq passou assim a funcionar numa sede alugada na rua Manoel de Carvalho, 16 - conjunto 71/72 no centro do Rio de Janeiro. O endereço para correspondência era caixa postal 2432 - CEP 20031 e o telefone 021 220-6913.

Em 1981, foi criado o Boletim Informativo Geoquímico - IG, de circulação semestral, para manter atualizadas as atividades geoquímicas no Brasil e no exterior, sob a coordenação de Bandeira de Mello (figura 9). A partir do terceiro número a capa passou a ser ilustrada com figuras do livro De Re Metallica de Georgius Agrícola, (1494 e 1555), considerado o pai da mineralogia por descrever em detalhes as operações mineiras e metalúrgicas de sua época (BGRMHM, 1998).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em outubro de 1982, foi realizado, em Salvador - Ba, o II Simpósio Brasileiro de Geoquímica patrocinado pela CTCGq juntamente como XXXII Congresso Brasileiro de Geologia. Neste ano, estimava-se que o Brasil colaborasse com aproximadamente 1% das amostras geoquímicas coletadas no mundo que totalizavam 35 milhões de unidades (Bruni, 1982). Neste II simpósio foi eleita a nova diretoria da CTCGq para o período de 1982 a 1984, cuja diretoria executiva ficou assim estabelecida:

  • Presidente: Dorival C. Bruni;

  • Vice-Presidente: José D. Alecrim;

  • Primeiro secretário: Irving F. Brown;

  • Segundo secretário: Sérgio J. Frizzo;

  • Tesoureiro: Mauro Marchetto;

  • Comitê de Intercâmbio internacional: Richard W. Lewis (coordenação);

  • Comitê Editorial: Carlos S. Bandeira de Mello (coordenação).

 

Atuaram, ainda com diversas atribuições os colegas citados em ordem alfabética: Adolfo J. Melfi, Arão Horowitz, Carlos A. Cavalcanti, Celso B. Gomes, Cláudio V. Dutra, Edezio Macambira, Eric Araújo, Germano Mello, Gustavo N. D. Gonçalves, Hélio M. Penha, Hélios O. Godoi, Hubert Roeser, Joaquim J. Oliveira, Justo C. Ferreira, Lauro Azevedo, Luiz A. A. Toledo, Luiz B. Pereira, Mauricio M. Ramos, Milton L. L. Formoso, Newton M. Pereira, Paulo C. Gaglianone, Pierre Sabaté, Raul M. Kuyumjian, Raymundo J. P. Brim, Renato S. Andrade, Ronaldo Montenegro, Saul B. Suslick, Sylvio Q. Mattoso, Vânia N. Araújo, Winston Addas.

 

Em 1984 ocorreu o Primeiro Simpósio Brasileiro-Africano Sobre Exploração Geoquímica em paralelo ao XXXIII Congresso Brasileiro de Geologia no Rio de Janeiro. Nesse evento, por ocasião da reunião da CTCGq, sentiu-se que pelo expressivo número de participantes era hora de passar-se de comissão a uma sociedade atuante a nível nacional e internacional. Foi opinião geral dos presentes que o grupo já possuía estrutura e amadurecimento para formação de uma sociedade legalmente constituída. Estava lançado, portanto, os alicerces da tão almejada sociedade específica para a geoquímica, atendendo ao apelo da maioria dos congressistas ali presentes.

A Criação da SBGq

A citada sociedade viria a ser criada sob o nome Sociedade Brasileira de Geoquímica - SBGq no salão nobre da Escola de Minas da Universidade Federal de Ouro Preto - MG, por ocasião do III Simpósio Brasileiro de Geoquímica que ocorreu entre 20 a 24 de novembro (figura 10). A comissão organizadora do III simpósio foi presidida pelo professor Hubert Roeser, tendo como secretário da comissão organizadora Gabriel O. Polli e o professor Jorio Coelho como tesoureiro. Os temas abrangiam litogeoquímica, prospecção geoquímica, pedogeoquímica, hidrogeoquímica, geoquímica do meio ambiente, geoquímica analítica e geoquímica orgânica. A programação incluiu 46 sessões técnicas, 6 sessões-paineis, 4 breves comunicações e 3 excursões. Foram ainda ministradas palestras plenárias através dos professores Harvey Blatt da Universidade de Oklahoma - USA, Hernani Chaves do CENPES / PETROBRAS, Georg Muller da Universidade Técnica de Clausthal na Alemanha. Já naquela época se reafirmava a necessidade de adoções de políticas de fiscalização e controles ambientais em empresas e órgãos governamentais. Realmente estava patente que a comissão já se comportava como uma sociedade nos moldes legais. Assim, com o propósito de estruturar a sociedade, foi eleita uma comissão provisória formada por Cláudio Dutra, Dorival Bruni e Carlos Siqueira Bandeira de Mello.

No dia 28 de novembro de 1985 terminou-se a estruturação da sociedade e foi formalmente criada em Ouro Preto , MG, a Sociedade Brasileira de Geoquímica, SBGq, entidade civil, sem fins lucrativos, tendo sido escolhida a cidade do Rio de Janeiro como com sede e foro jurídico da sociedade.

No final de 1985 ou mais precisamente em 13 de dezembro de 1985 foram eleitas no Rio de Janeiro a Diretoria executiva e Conselho Diretor da Sociedade Brasileira de Geoquímica -SBGq. Esta diretoria abrangeria o período de 1986 a 1989.

Nos estatutos da SBGq foi então escrito que "o objetivo prioritário é de congregar todos os profissionais que vêm exercendo atividades relacionadas à geoquímica do Brasil. A promoção do desenvolvimento das ciências e das técnicas geoquímicas, a realização de eventos vários (cursos, seminários, congressos, etc) para fins de difusão de conhecimentos e apresentação de trabalhos técnico-científicos, a edição de publicações especializadas e a integração ensino / pesquisa/ universidade/ empresa são algumas de suas metas permanentes".

A Criação da ALAGO

O  Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo A. Miguez de Mello-CENPES   é o principal pólo de desenvolvimento e tecnologia da PETROBRAS, atuando nas áreas de exploração e produção, processamento e produtos da indústria  do  petróleo e na engenharia básica. Dentre os principais campos de atividade do CENPES destaca-se o trabalho que vem sendo desenvolvido na área de geoquímica orgânica, aplicada à exploração de hidrocarbonetos líquidos e gasosos, nas bacias sedimentares brasileiras, utilizando laboratórios de petrografia orgânica, isótopos estáveis, pirólise, marcadores biológicos, através  da espectrometria de massas, cromatografia líquida e gasosa, assim como geoquímica de superfície. A modelagem de bacia, na qual são combinados os dados geológicos, geoquímicos e geofísicos, com estudos de simulação matemática, representou provavelmente um dos mais significantes avanços entre as técnicas na Exploração de Petróleo das várias companhias. A área de Geoquímica do Petróleo do CENPES encontra -se nivelado aos  principais grupos internacionais atuantes neste campo.

Em novembro de 1988, ocorreu o 1º. Congresso Latino- Americano de Geoquímica Orgânica, no Centro de Pesquisas da PETROBRÁS, no  Rio de Janeiro. A Associação Latino- Americana de Geoquímica Orgânica- ALAGO  foi, então criada, e teve seu Conselho Diretor eleito, para a gestão 1988- 1992,  em 30 de novembro de 1988. O Conselho Diretor ficou, assim, constituído: Paulo César Gaglianone (Presidente) e como Diretores, representantes junto às indústrias e  entidades de pesquisas na Argentina: Maria Del Rosario Rosso (Yacimientos Petrolíferos Fiscales - YPF) e Héctor J. Villar (Centro de Investigaciones em Recursos Geológicos); na Venezuela: Fernando Cassani (INTEVEP S.A.) e Rudolf Jaffé (Universidad Simon Bolivar); no Brasil: Zuleika Carreta Corrêa (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e Jorge Triguis (Centro de Pesquisas- PETROBRÁS); Foram indicados para 1º. Tesoureiro: Eugênio Vaz dos Santos Neto e para 2º. Tesoureiro: Tikae Takaki. A ALAGO promoverá o fomento de Atividades nas sub- áreas Geoquímica Analítica, Geoquímica Ambiental e Hidrogeoquímica, Geoquímica Isotópica, Petrografia Orgânica, Biomarcadores, Ambientes Recentes, Geoquímica de Carvão, Geoquímica do Petróleo, Geoquímica de Superfície, como também em outros campos da Geoquímica Orgânica.

Esse texto teve a colaboração do geólogo Paulo Cesar Gaglianone.

A Primeira Diretoria

O entusiasmo dos colegas geoquímicos era visível e muitos se depuseram voluntariamente a colaborar com a sociedade. A primeira diretoria teve um numero expressivo de colaboradores que incluiu geoquímicos e empresas (Geochimica Brasiliensis, 1986).

A aludida diretoria teve a seguinte Diretoria Executiva:

  • Presidente: Cláudio V. Dutra, (figura 11);

  • Primeiro Vice-Presidente: Adolpho José Melfi;

  • Segundo Vice-Presidente: Milton L. L. Formoso;

  • Terceiro Vice-Presidente; Cacilda N. Carvalho;

  • Secretário-Geral: Dorival C. Bruni;

  • Secretário-Editor: Celso B. Gomes;

  • Secretário de Ensino: Francisco E. V. L. Loureiro;

  • Secretário de Pesquisas: Nelson A. Babinski;

  • Secretário de Intercambio: Hubert M. P. Roeser;

  • Primeiro tesoureiro: Célia M. Tinoco;

  • Segundo tesoureiro; Carlos S. Bandeira de Mello.

Como diretores suplentes foram eleitos os seguintes colegas: Carlos A. M. Lopes, Carlos N. Conte, Ian McReath, Joel G. Valença, Marcel A. Dardenne, Newton M. Pereira e Paul Taufen.

O Conselho diretor era constituído por: Alcides N. Sial, Aldo C. Rebouças, Edson D. Bidone, Gustavo N. D. Gonçalves, Hélio M. Penha, João R. Hirson, Joaquim R. F. Torquato, Liva L. Antonello, Luiz A. A. Toledo, Lycia M. C. P. M. Nordemann, Marcondes L. Costa, Paulo C. Gaglianone, Pedro S. Linhares, Pierre Sabaté, Sergio J. Frizzo, Sonia M. B. Oliveira, Saul B. Suslick, Umberto G. Cordani, Wilson S. Fontanelli e Winston Addas.

O Conselho fiscal foi formado por Antonio C. J. Castro, Germano M. Junior, Mauricio M. Ramos, André V. L. Bittencourt, Gilberto J. Machado e Olavo C. Borges.

No Corpo consultivo encontravam-se os colegas Alcides N. Sial, Enzo M. Piccirillo, Norman Herz, Paulo C. Gaglianone, Umberto G. Cordani e Yves Tardy.

Na Assessoria técnica vinha Anna L. F. Gomes e Rosi C. Lemos. Foram admitidos como sócios patrocinadores da sociedade as seguintes empresas:

  • Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração - CBMM

  • Companhia Baiana de Pesquisa Mineral - CBPM

  • Companhia de Mineração e Participação - CMP

  • Companhia de Pesquisas de Recursos Minerais - CPRM

  • Rio Doce Geologia e Mineração S.A.

  • Geologia e Sondagens Ltda - GEOSOL

  • Instrumentos Científicos CG Ltda

  • Mineração Colorado - MAREX

  • Minerações Brasileiras Reunidas - MBR

  • Minerais do Paraná - MINEROPAR

  • Mineração Industria e Construção - PARANAPANEMA S.A.

  • Paulo Abib Engenharia S.A.

  • Petróleo Brasileiro S.A. - PETROBRAS

  • Petrobras Mineração S.A. - PETROMISA

  • SERRANA S.A. de Mineração

  • SGS do Brasil S.A.

  • Superintendência de Geologia e Recursos Minerais (BA)

  • Geologia e Mineração Ltda. - UNIGEO

  • WMC Mineração Ltda.

A Expansão da Sociedade

Em janeiro de 1987 saiu à primeira revista Geochimica Brasiliensis (figura 12). Possuindo uma tonalidade vermelha escura na capa, continha na sua parte central inferior o logotipo da sociedade. O primeiro volume foi publicado através de recursos da CBMM, GEOSOL e PETROBRAS. A edição desta ficou a cargo do professor Celson B. Gomes da Universidade de São Paulo USP.

 

 

 

No período de 30 de outubro a 2 de novembro de 1987 foi realizado o Primeiro Congresso Brasileiro de Geoquímica que ocorreu em Porto Alegre - RS, (figura 13). A capa dos anais do congresso já mostrava o novo logotipo da sociedade e a figura estereotipada do geoquímico representada por Panoramix, um mágico que, orgulhosamente, mexia uma poção mágica num caldeirão (figura 14). Na época, o inteligente personagem fazia parte do grupo do Asterix, um gaulês dos anos 50 d.C. que enfrentava os soldados do império romano (Franulovik,1997).

Da esquerda para direita podem ser identificados no segundo plano, Caramoli (Metago), Pires (UFRJ), Morais (Universidade Agostinho Neto, Luanda), Lázaro (UFF). No primeiro plano Bandeira (Petromisa), Cassilda (UFF) e Brim (CPRM).

Em 1988 a geoquímica do Brasil passava a ser reconhecida internacionalmente. Diversos eventos ocorreram neste sentido. Os paises de língua portuguesa mostraram-se logo interessados em trocar informações com os geoquímicos brasileiros. Neste mesmo ano Bruni e Bandeira, com o apoio da Braspetro, ministraram um curso de 15 dias referente à prospecção geoquímica na Universidade Agostinho Neto de Luanda, em Angola, a convite do professor Eduardo Morais (figura 15).

O interesse pela geoquímica foi grande e alguns alunos do curso se inscreveram para fazer mestrado e doutorado em universidades brasileiras em especial na Universidade de São Paulo - USP. Ainda em 1988 Melfi e Bandeira participam da I Reunião Ibérica de Geoquímica em Aveiro, Portugal, e sugeriram aos coordenadores do evento a saber: os professores Serrano Pinto e Edmundo Fonseca que fosse realizado no Brasil o I Congresso de Geoquímica dos Paises de Língua Portuguesa. Tal reunião ocorreria em 1991 em São Paulo onde 15% dos artigos dos Anais relacionavam-se a trabalhos portugueses. Neste ano de 1988 foi também lançado o informativo geoquímico agora ligado não mais a CTCGq, mais a SBGq (figura 16).

Ainda no ano de 1988 é criada a Associação Latino Americana de Geoquímica Orgânica - Alago que teve como primeiro presidente o geólogo Paulo César Gaglianone. Ainda neste ano realiza-se o primeiro congresso da Alago no Rio de Janeiro.

Em abril de 1989 tomou posse à segunda diretoria da SBGq no auditório da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UERJ (figura 17). O período de mandato incluiria o biênio 1989 a 1991. A nova diretoria com uma nova estrutura, ficou assim constituída:

  • Presidente: Dorival C. Bruni;

  • Vice presidente: Hubert M. Roeser;

  • Secretário Geral: Célia M. Tinoco;

  • Secretário Editor: John L. Maddock;

  • Secretário de Ensino e Pesquisa: Mário H. Figueiredo;

  • Primeiro Tesoureiro: Márcio R. Mello;

  • Segundo Tesoureiro: Carlos S. Bandeira de Mello.

Em 1989 foi realizado pela SBGq o 13º International Geochemical Exploration Symposium (IGES) no Hotel Glória no Rio de Janeiro (figura 18). Estiveram presentes cerca de 700 participantes de diversas partes do mundo. Na época foi considerado o maior evento da Association of Exploration Geochemists AEG e o primeiro a ser realizado num país em desenvolvimento.

Figura 19 - Foto dos participantes da mesa durante o 13º International Geochemical Exploration Symposium (IGES) em 1989. Da esquerda para direita Carlos S. Bandeira de Mello, Célia Maria Tinoco e Dorival C. Bruni.

No período de 1991 a 1993, tomou posse a diretoria executiva formada pelos seguintes membros: Presidente: Celso B. Gomes;

  • Vice presidente: Milton L. L. Formoso

  • Secretário Geral: Gilberto I. Henz

  • Secretário Adjunto: Célia M. Tinoco

  • Secretário Editor: Adolpho J. Melfi

  • Secretário de Ensino e Pesquisa: Joel G. Valença

  • Primeiro Tesoureiro: Julio C. F.A. Wasserman

  • Segundo Tesoureiro: Carmen L. P. Silveira

 

De 1993 a 1995, a diretoria executiva estava formada pelos seguintes membros:

  • Presidente: Milton L. L. Formoso;

  • Vice presidente: Carlos O. Berbert;

  • Secretário Geral: Julio C. F.A. Wasserman;

  • Secretário Geral Adjunto: Marilú M. Silva;

  • Secretário Editor: Adolpho J. Melfi;

  • Secretário de Ensino e Pesquisa: Adilson Carvalho;

  • Primeiro Tesoureiro: Emmanoel V. S. Filho;

  • Segundo Tesoureiro: Thais C. V. Garrido.

De 1995 a 1997, a diretoria executiva estava formada pelos seguintes membros:

  • Presidente: Adolpho J. Melfi;

  • Vice presidente: Hardy Jost;

  • Secretário Geral: Maria R. B. Loureiro;

  • Secretário Geral Adjunto: Silvana de Grande;

  • Secretário Editor: Adilson Carvalho;

  • Secretário de Ensino e Pesquisa: Sônia M. B. Oliveira;

  • Primeiro Tesoureiro: Félix T. Gonçalves;

  • Segundo Tesoureiro: Elisdiney S. T. Frota.

 

De 1997 a 1999, a diretoria executiva era composta pelos seguintes membros:

  • Presidente: Milton L. L. Formoso;

  • Vice presidente: Adolpho J. Melfi;

  • Secretário Geral: Daisy B. Alves;

  • Secretário Geral Adjunto: Maria R. B. Loureiro;

  • Secretário de Ensino e Pesquisa: Ronaldo M. Barbosa;

  • Secretário Editor: Adilson Carvalho;

  • Primeiro Tesoureiro: Débora A. Azevedo;

  • Segundo Tesoureiro: Célia M. Tinoco.

 

Durante esta diretoria foi realizado no ano de 1998 o VII Congresso Brasileiro de Geoquímica e do V Congresso de Geoquímica dos Países de Língua Portuguesa (figura 20)

De 2000 a 2002, fazia parte da diretoria executiva os seguintes membros:

  • Presidente: Milton L. L. Formoso;

  • Vice presidente: Luiz D. Lacerda;

  • Secretário Geral: Jorge J. Abrão;

  • Secretário Geral Adjunto: Ricardo E. Santelli;

  • Secretário de Ensino e Pesquisa: Ronaldo M. Barbosa;

  • Primeiro Tesoureiro: William Z. Mello;

  • Segundo Tesoureiro: Gilberto J. Machado.

 

Em 2001 foi realizado em outubro de 2001, no Paraná, o VIII Congresso Brasileiro de Geoquímica e I Simpósio de Geoquímica dos Países do Mercosul (figura 21).

De 2002 a 2003, a diretoria executiva estava formada pelos seguintes membros:

  • Presidente: Adilson Carvalho;

  • Vice presidente: Jorge J. Abrão (figura 21);

  • Secretário Geral: Ricardo E.Santelli;

  • Secretário Geral Adjunto: Renato C. Cordeiro;

  • Secretário Editor: Adilson Carvalho;

  • Primeiro Tesoureiro: William Z. Mello;

  • Segundo Tesoureiro: Gilberto J. Machado.

 

De 2003 a 2005, a diretoria executiva estava formada pelos seguintes membros:

  • Presidente: Jorge J. Abrão;

  • Vice-presidente: Adilson Carvalho;

  • Secretário Geral: Ricardo H. Santelli;

  • Secretário Geral Adjunto: Luiz A. F. Trindade;

  • Secretário Editor: Drude Lacerda;

  • Primeiro Tesoureiro: William Z. Mello;

  • Segundo Tesoureiro: Marcelo C. Bernardes.

 

Durante este mandado foi realizado em Búzios o 4th International Symposium on Environmental Geochemistry in Tropical Countries October no período de 25 a 29 de outubro de 2004.

A Tabela 1 mostra as diversas diretorias e seus períodos de gestão.As tabelas 2 e 3 mostram os eventos da SBGq ao longo dos anos onde foram apresentados um total de 2061 trabalhos.

 

Tabela 1 - Diretorias da SBGq e respectivos períodos de gestão

x x x x x

A seguir algumas fotos de colegas entusiastas da SBGq

Figura 1 - Claude Henri Gorceix. (1842-1919)

Figura 2 - Escola de Minas de Ouro

Preto - MG.

Figura 3 - Viktor Moritz Goldschmidt

(1888-1947) Pai da geoquímica moderna.

Figura 4 - Djalma Guimarães. (1895 - 1973)

Figura 5 - Prédio do DNPM / CPRM no Rio de Janeiro, onde funciona até hoje o Laboratório de Análises Minerais - LAMIN.

Figura 6 - Prédio do CENPES / PETROBRAS no Rio de Janeiro.

Figura 7 - Pioneiros do Centro de Pesquisas da Petrobras - CENPES. Da esquerda para direita Justo Camejo, Aimar Santos, Paulo César Gaglianone e René Rodrigues.

Figura 8 - Alguns membros da diretoria da CTCGq na sala de conferencias do I Simpósio Brasileiro de Geoquímica realizado em Camboriú- SC no ano de 1980. Da esquerda para direita, Dorival Bruni, Silvio Matoso, Carlos Bandeira.

Figura 9 - Informativo geoquímico da CTCGq com reprodução de figura de Georgius Agrícola (ilustração a bico de pena por Agenor S.B.Mello).

Figura 10 - Alguns membros da última diretoria da CTCGq e convidados no Terceiro Simpósio de Geoquímica realizado em Ouro Preto antes da criação da SBGq em novembro de 1985.

Figura 2 - Visita à Plataforma de Garoupa - Bacia de Campos, Aeroporto de Macaé, para os participantes do Rio/89 - 13º. International Geochemical Exploration Symposium - (IGES). Coordenador da visita (field trip): geólogo da PETROBRAS/CENPES Paulo César Gaglianone (da área de Geoquímica do Petróleo, ao centro).

Figura 12 - Capa do primeiro número da revista Geochimica Brasiliensis

Figura 13 - Primeiro Congresso Brasileiro de Geoquímica realizado em Porto Alegre em 1987.

Figura 14 - Capa dos Anais do Primeiro Congresso Brasileiro de Geoquímica.

Figura 15 - Membros da SBGq em Luanda, Angola em 1988, por ocasião da ministração do curso de prospecção geoquímica na Universidade Agostinho Neto.

Figura 16 - Informativo geoquímico da SBGq com reprodução de figura de George Agricola (observar o logotipo da sociedade no cabeçalho).

Figura 18 - Hotel Glória, no Rio de Janeiro, 1989, onde se realizou o 13º International Geochemical Exploration Symposium (IGES).

Figura 21 - Membros da SBGq no VIII Congresso Brasileiro de Geoquímica e I Simpósio de Geoquímica dos Países do Mercosul realizado em outubro de 2001 no Paraná. Da esquerda para direita: Gilberto Machado (CPRM), Otávio Licht (Mineropar), Sérgio Frizzo (CPRM), Milton Formoso (URGS).

Figura 22 - Professor Milton Formoso, presidente da SBGq no período de 1997 a 1999 e 2000 a 2003.

Figura 23 - Professor Adolfo Melfi presidente da SBGq no período 1995 a 1997, vice presidente de 1997 a 1999 e atual reitor da USP.

Figura 24 - Professor Adilson Carvalho, presidente do período de 2001 a 2003.

Figura 26 - Professor John Maddock (UFF) 4th- International Symposium Environmental Geochemistry in Tropical Countries, realizado em Búzios, RJ em 2003. Da esquerda para direita professor William Zamboni e Drude Lacerda.

 
 

Figura 1 - Rio/89, no 13º International Geochemical Exploration Symposium (IGES) Estande da PETROBRAS/CENPES, no Hotel Glória, aparecendo os geólogos, da esquerda para direita, Gilberto Henz (paletó branco), Paulo César Gaglianone (Gerente do Setor de Geoquímica do Petróleo- 1985/ 1989), René Rodrigues e Aymar da Silva Santos. A participação dos CENPES no Rio/ 89- 13º. IGES teve grande apoio do seu Superintendente Guilherme Estrella.

Figura 11 - Professor Cláudio Vieira Dutra, primeiro presidente da Sociedade Brasileira de Geoquímica - SBGq eleito para o período de 1986 a 1989.

Figura 17 - Dorival C. Bruni e Hubert Roeser respectivamente presidente e vice-presidente eleitos para o biênio de 1989 a 1991, por ocasião da posse junto do representante da Fundação Adenauer Dr. Wolfgang Thüne que prestigiou o evento.

 
 
 

Figura 20 - Membros da SBGq no VII Congresso Brasileiro de Geoquímica e do V Congresso de Geoquímica dos Países de Língua Portuguesa realizado na Bahia em 1998. Da esquerda para a direita: Maurício Ramos (Mineropar), Gilberto Machado (CPRM), Toledo (CBPM), Sérgio Frizzo (CPRM).

Figura 25 - Professor Jorge Abrão presidente da SBGq no período 2003 a 2005

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